Espaço Cultural Luz e Mhistério

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Percepção

Seria a percepção o ponto de partida para a compreensão do homem?
O que e como vemos, ouvimos, cheiramos e sentimos é pessoal e único.
Nossa experiência "evidente" da realidade imediata depende da qualidade dos nossos
sentidos e de nossas emoções.
Os objetos e os acontecimentos são vistos com complexas propriedades
expressivas,afetivas e fisionômicas;há também qualidades de energia disponiveis
pelo ser.
Para começar uma determinada qualidade perceptual pode ser a mesma ou não
para vários dos nossos sentidos. Aspectos básicos são encontrados na percepção de
todas as pessoas, porque temos sistemas nervosos semelhantes, porque estamos
expostos a ambientes físicos contendo muitos aspectos importantes em comum, e
porque todos precisamos enfrentar,basicamente, problemas semelhantes.
Uma das razões para nótaveis diferenças entre os mundos perceptuais são
as deficiências sensorias.(a pessoa cega para a cor, a pessoa totalmente cega, surda,
etc.), as diferenças culturais(como existe considerável latitude quanto aos
aspectos  de um objeto  que a pessoa pode focalizar e acentuar, podem existir notáveis
diferenças, a respeito de varias culturas), e as diferenças no campo emocional(experiẽncias
de vida do ser).
O importante é que nós tenhamos a certeza que nossas percepções sobre
a realidade se diferenciam e a verdade e a certeza de um fato pode apresentar
inumeras facetas. Cada um dos envolvidos em um dado momento pode
ter sua percepção e esta deve ser orientada para o  senso comum e com
sorte para o bom senso.
Que tenhamos todos o bom senso de através de nossas percepções
construir e vivenciar um mundo melhor.
" Tão logo o homem se apercebe dos objetos em seu derredor, considera-os com relação a si mesmo; e com razão, pois todo o seu destino depende da alternativa de que eles lhe agradem ou desgradem, atraiam-no ou o aborreçam sejam-lhe úteis ou prejudiciais. Este modo naturalíssimo de ver e julgar as coisas parece tão
fácil quanto necessário e, no entanto, o homem está nisso exposto a mil enganos, que por vezes o envergonham e lhe amarguram a vida. Tarefa muito mais árdua empreendem aqueles cujo vivo impulso ao conhecimento dos seres da Natureza leva a apreciá-los em si mesmos, e em suas relações recíprocas; pois logo dão por falta da norma que lhes vinha em auxílio quando, como homens, apreciavam as coisas com relação a si mesmos.
Falta-lhes a norma do agrado e desagrado, da atração e repulsa, do proveito e dano. Têm de renunciar a essa norma e, como seres divinos, buscar e investigar o que é,e não o que agrada. Assim, ao genuíno botânico não deve tocar nem a beleza nem a utilidade das plantas, mas sua formação, sua correlação com o restante do mundo vegetal; e, da mesma forma como elas são atraídas e iluminadas pelo sol, ele deve contemplá-las e abrangê-las todas com um olhar sereno e imparcial, extraindo a norma para esse conhecimento, os dados para julgamento, não de si mesmo, mas do âmbito das coisas que observa." Goethe
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